terça-feira, 30 de julho de 2013

185

Matou-me como um Bundy, lentamente. E olhando-me nos olhos, odiou-me enquanto me amava. Desejou-me viva e quente sob seu corpo enquanto cravava sua faca em meu peito. Sentia meu sangue escorrer: seu orgulho. Bebia minhas lágrimas como se tomasse limonada num verão de 40°. Ambíguo seja o que destruiu-me e me fez viver mais uma vez: uma última (única) vez. Ambíguo aquele que amaldiçoo enquanto amo. Que venero enquanto odeio. Ambíguo...

segunda-feira, 22 de abril de 2013

184

E eu que acreditei que seriamos tão belos quanto as obras que admirávamos. Que a felicidade seria tão duradoura o quanto os quadros e as esculturas que o tempo desgasta, mas cujo sentimento suscitado no será duradouro. Mas elas não tem movimento; não como as árvores cuja sombra nos protege os olhos durante a leitura dos lábios sobre o abismo existencial.. Plantamos cenas de uma paixão serena sobre um penhasco das angústias naturais.. Enfrentamos o medo e a vontade de vida, nos entregamos à profundeza da arte, sem jamais pensar no BELO original..

segunda-feira, 25 de março de 2013

183

A contrariedade que tanto fujo, me pegou desprevenido e esfregou em minha cara o ardor que poderia sentir se acreditasse mais no acaso; já não nos casos contados, já não no resumo do livro que não terminei de ler. O sorriso arrancado e revelado entre a redenção e a lamúria, demonstra-me o quão ainda há, em mais alguns anos, sem inventar ou inverter o que, parcialmente, seria a minha vida futura. Nem sei se haverá um futuro, mas há ainda um pouco de vida. Um pouco resta ainda aqui.

182

E com um estranho sonho (daqueles que só temos ao meio sono) levanto sobressaltada e agarro-me às lembranças! Tuas, minhas.. nossas idiossincrasias nem tão pessoais assim, visto que somos parecidos demais (ou deveras diferentes um do outro). Porém, o relevante aqui é o aspecto sombrio que tal devaneio noturno (ou era dia e não sabia?) causou-me. Não estou apta a julgar se fora bom ou ruim.. apenas que visitou-me, em suma.. lembrar-me-ei de que tive a estranha sensação de perda, a peculiar noção de vazio. Uma dita existencialista sentiu o vazio..? que original! Reflito se tal sensação me é conhecida demais ou extremamente nova. Já não sei mais o que se encaixa ou como encaixa-se, e isso mostra-se torturante. Perdia-te em sonhos, e receio que "na vida real" já não pertence-me há tempos. Quão estranho e assustador é isso? Existes? Pertence-me? Ou somos parte de alguma jogatina que nos pega desprevenidos?

segunda-feira, 11 de março de 2013

181

O mundo é mesmo um lugar louco (ou será que os loucos somos nós?). As decepções que sofremos servem para nos guiar para um caminho diferente? O único jeito de evitar decepções, é diminuindo expectativas. Mas como? Se quando sonhamos, queremos sempre mais?! Não temos noção do que é a 'utopia'; qual o limite? 'Sonhe, mas não ultrapasse o limite'... como saber se estamos ultrapassando, se o desconhecemos? Banir os sonhos? Ora, mas são os sonhos que fazem de você, você e que me fazem tão EU! Pois bem, que sonhe! Que viva o sonho, sem limites, sem mais receios e como costumamos dizer, com mais "FODA-SES"

segunda-feira, 4 de março de 2013

180

E aqui em meu meio sono (momento propício para um devaneio), tenho a certeza de que com você não preciso de certezas. Não preciso de provas ou juras falsas. Com você só preciso de você. Sinto necessidade de nós. Mesmo que só por uns segundos, mesmo sem beijos. Apenas nós! Tenho necessidade de nosso relacionamento confuso. Gosto de mexer com você, e aprecio a maneira como mexe comigo. Em suma, quero passar todo dia 4 comemorando um mês.. e outro, e outro.. Torcendo para que seja infinito!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

179

A impossibilidade de ser real; a insistência no possível; a ilusão da fantasia; a coerência dos fatos, dos meus fatos; a inconstância da vida; os devaneios noturnos (diários); o querer! O bruto querer! O desejo de querer-te; o querer desejar-te; a bagunça da queda; o arranjo da cura; o ombro solidário. As lágrimas da alegria; o sorriso de contentamento; o tumulto, a confusão; A risada e a expressão; O eu.. o você! O nós momentâneo! O presente passageiro; a concretização da utopia; Minha U T O P I A ... minha realização; meus erros e acertos... e meus acertos errôneos também

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

178

Uma vez que amamos, corremos o risco de chorar, sofrer, nos render.. Mas ao longo desse processo, podemos -devemos- aproveitar. Nos entregar. Arriscar. Vamos maximizando as emoções para que no término, tenha valido alguma coisa. Para que o luto pós-rompimento seja breve, e substituído por lembranças.. boas, ruins. Apenas fragmentos que tragam o afeto inicial de volta. Para que não nos afundemos na angústia sufocante do presente passageiro que já se foi. E que assim seja. Até o próximo e o próximo. Maximizando também as lições. Pode viver com isso? Agarre-se pois as emoções!

sábado, 16 de fevereiro de 2013

177

Estive revendo nossas fotos. Boas, ruins, fora de foco. Acho que me acostumei a passar as tardes de domingo ao seu lado [em sua presença]. Não. É muito mais que isso.  Tornou-se quase uma necessidade. Me lembrei então das vezes que duvidei de um sentimento. Lembro de você. Sim, você dizendo que me amava, e eu - de espírito pobre - sem poder dizer nada com completa certeza. Hoje sinto que nada me é tão claro; nítido; certo. Sinto isso quando a ausência me machuca. Quando me açoita o ciúme em dividir o que é nosso - nossos momentos. Quero mais horas ocioso. Perder minutos para ganhar grandes momentos.. Preciso me deitar e sentir a respiração, o calor. Quero mais fotos. Boas, ruins, fora de foco.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

176


Madrugada; acordei. Levei a mão pesada sobre a cadeira velha. Sentei-me. Encostei suavemente o rosto sobre a mesa desarrumada. Nenhuma dor, nenhum pranto. Só o som do silencio, a lembrança e a saudade. Ouço os primeiros pássaros – parece que a chuva passou e o dia começa. Penso mais um pouco. Me levanto. Os olhos vermelhos pela manhã condenam o sono que, aparentemente fora bom. Ouço o som do sol tocando as árvores e destruindo as gotas de orvalho no horizonte. Os raios se refletem nas janelas dos prédios e das casas fazendo o amanhecer ainda mais rápido; dinâmico. Chega de sonhar, chega de pensar... Chega de bastar a si mesmo. Está na hora que retomar as atividades.. O Utilitarismo não permite nada disso.

domingo, 27 de janeiro de 2013

175

Chega o estopim -ele sempre chega- e com ele a vontade de fugir, correr, gritar? Ou talvez faça tudo em silêncio mesmo, o que é irrelevante desde que o faça.. e se em fazendo-o, estiver correndo riscos, que assim seja. Abraça-los-ei com, vontade -em silêncio- e assumirei tais riscos, enfrentarei as consequências.. Ora, quão inditosa seria se não o fizesse? Em suma, viverei no estopim, viverei O estopim, com ou sem socos no estômago, em silêncio ou não..

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

174

E se eu lhe dissesse que o ponto alto do dia sempre é falar com você!? Acreditaria? E se eu lhe mostrasse que todo esse tempo junto apenas fez-me bem? Confirmaria? E se eu lhe contasse um segredo? Guardaria..? Se eu soubesse que funcionamos bem quando nos portamos lado a lado? Aceitaria? Apostaria nisso? Colocaria a mão no fogo por mim..? Estou disposta a me queimar por você, porque pessoas assim são raras.. e então..? Me amaria? Como amo você? Pois bem, que seja..

173

Acabou! Não tem mais volta. Mudar? Pra quê? De nada adiantará. A escuridão não torna-se luz
(ou vice e versa) apenas com um toque de condão. Belchior já cantava que "ao vivo é muito pior" e sim! SURPRESA! A vida é uma porcaria quando se está sozinho. Inúmeros amigos, mas nenhum que esteja disposto a escutar-lhe, apoiar-lhe. Catástrofe! É o que vejo agora ao olhar para trás! Acabou...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

172

Venho há muito confundindo sentimentos. O que julgava ser amor, no mais puro sentido da palavra, revelou-se uma chama de paixão. E apagou-se. ELAS SEMPRE APAGAM-SE! A tênue linha que apartou tais sentimentos rompeu-se. Como se um feixe de luz estivesse atingindo-me pela primeira vez depois de anos tateando (em vão) a escuridão, sinto-me atordoada porém, pego-me contemplando algo real. Perco-me em devaneios agora que conheço tal sensação. Amo! Indubitavelmente amo, amo-te! Me amo! Nos amo.. Paixão, amor.. amor, paixão. Não cruze essa linha! É um abismo..

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

171

Aquela mancha na parede. A bagunça tão peculiar naquele canto do quarto. O barulho dos grilos à noite. O buraco na grama (pobre cachorro). As histórias que contávamos nas madrugadas não dormidas.. Tanta coisa, lembranças. Tão familiares, mas por que ainda me sinto uma visita quando estou em nossa casa?

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

170

Cansada de pensar, fui ao parque. As copas das árvores, inundadas de Sol, eram testemunhas imóveis do jogo de andorinhas e gaviões, que por lá voavam sem as preocupações que me afligem! Qual o sentido em estar aqui? O que me levou a admirar tanto os trinados que afogam os sibilos de libélulas escondidas? O que faz com que eu me sinta por vezes vazia, e em inúmeras outras ocasiões extasiada de completude? Na verdade, o que nos leva a tais questionamentos? Não acredito que seja uma natureza ou qualquer outra coisa que seja inerente ao Homem, mas há de se levar em consideração que talvez algo nos define! Ou somos nós quem o fazemos. Porém, não passo de uma inditosa e contraditória mortal cujo momento inexplicável de nostalgia fez-me escrever isso.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

169

Não adianta, por mais que eu tente, não consigo ser "fria", receio não estar imune às pessoas, aos seus sentimentos e expectativas. Por mais que eu queira, isso mostra-se quase impossível. Por ora, é preciso entender a que tipo de agouro me reserva tal fato!

168

Talvez sejamos parecidos demais. Ou talvez apenas lhe admire tanto. Compartilhamos risadas, histórias, banalidades, etc e tal. Podemos ser parecidos demais, ou apenas eu quero isso. Frutos de uma mente confusa, oras. rs'

167

É triste quando nos é tirado aquilo que considerávamos parte de nós. Um travesseiro que encaixava-se bem à cabeça, um ser que momentaneamente nos completa. Um filho que se vai, ou um sentimento que inesperadamente se esvai. Essa fluente corrente de idas e vindas mundanas mexe conosco. Mas apenas temporariamente. Não é assim que a vida funciona..? Não é assim que deve ser..?

166

E se eu lhe dissesse que tem solução? E se eu lhe mostrasse uma fuga? Ora, não quererias tentar? Não fugiria para algum lugar comigo e gritaria ao mundo 'SIM!!! PODEMOS FUGIR!!'? Não dê atenção às minhas complicações. Sou apenas eu! Apenas você! Apenas nós! NÓS? Sim, unidos! Fugindo! Sem ligar para o que pensem ou digam. Nós contra o mundo? Talvez.. mas e seu eu lhe dissesse que tem solução ou lhe mostrasse uma fuga?